Você Sabia ?

A novidade de produzir o metal nos tons verde, preto, turquesa, entre outros tem levado um público de menos de 40 anos às joalherias.

         

O que você acha de encontrar nas vitrines joias de ouro colorido? A composição amarelo e branco ganhou uma paleta de cores. A novidade de produzir o metal nos tons verde, preto, turquesa, entre outros, associado aos desenhos ousados e curvilíneos, tem levado um público de menos de 40 anos às joalherias.

O ouro rosé é o tom especial. A tonalidade que foi moda nos anos 40, ao lado de pedras com tons ainda mais escuros, como o madressilva, retorna a todo vapor. Segundo designers de joias, essa é a cor do inverno.

O ouro colorido tem tudo para se tornar um negócio lucrativo, de acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os resultados do estudo mostraram que somente na Grande São Paulo há potencial de mercado estimado em 19.860 mulheres que gastariam R$ 90 milhões por ano na compra da mercadoria. Os consumidores também afirmaram que pagariam até 50% a mais pelo ouro colorido do que pelo tradicional.

De acordo com as informações do professor e ourives Ailton Batista Lopes, no curso Ourives, projetado e desenvolvido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “para a liga do ouro amarelo 18k, liga-se 750g de ouro puro com 250g da soma de cobre com prata. Sendo que, desses 250g, 75% é de prata e 25% de cobre”.

Nas ligas produzidas para as colorações mantém-se os 75% de ouro, mas o restante da composição é uma mistura de diversos metais como o cromo, cobalto, ferro, alumínio, cádmio, entre outros. A técnica é conhecida por metalurgia do pó, por trabalhar com todos os elementos nessa forma . Ao final da produção, usa-se tratamentos termo-químicos nas joias para a obtenção das cores.

Por: Ariádine Morgan